O Marty é um personagem sobre o qual eu realmente tenho dificuldade de dizer se gosto ou não. Ele só se interessa por duas coisas: tênis de mesa e mulheres casadas. E não parece se importar em passar qualquer pessoa para trás se isso significar ficar mais perto do seu sonho de viver do esporte.
Um ponto interessante é que Marty realmente é bom no que faz. Ele não é um sonhador iludido perseguindo algo impossível. Suas ambições são palpáveis, mas o problema é que ele é pobre e não tem condições de participar dos campeonatos ou sequer se sustentar. Isso me deixou na dúvida se ele seria capaz de realizar seu sonho ou não.
Ao longo da história, outros personagens interessantes surgem ao redor do protagonista, mas parece que todos acabam sendo usados em prol de um objetivo e depois deixados de lado quando perdem a utilidade.
O final, sinceramente, me agradou. Apesar de não ter realizado seu sonho, Marty conseguiu provar sua habilidade na mesa ao derrotar o campeão japonês e, no fim, pareceu buscar a família e se importar mais com outras pessoas além dele mesmo. Pessoalmente, acho que esse desenvolvimento pessoal é um desfecho muito mais legal para o Marty do que simplesmente se tornar campeão.
Enfim, é um bom filme que provavelmente ainda será um pouco esnobado pelo público porque o Timótio Sahasrahla falou mal de balé e ópera, mas eu recomendo para quem não dá a mínima para polêmicas externas ao filme em si.












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