O filme parece uma paródia de Homem-Aranha feita pela The Asylum? Com certeza. Mas quem já assistiu aos filmes desse estúdio sabe que eles podem ter um charme especial por baixo da tosqueira e, para mim, Madame Web não foi diferente.
De cara, já digo: o vilão é horrível. Ele é apenas uma versão sem graça do Homem-Aranha. Eu entendo os poderes serem parecidos, já que a fonte deles é semelhante, mas precisava ter uma aparência tão igual, ainda mais em um universo onde nem existe o Miranha para servir de inspiração?
As três jovens, Julia, Anya e Mattie, também não são personagens tão interessantes, mas são parte central da história e têm alguns momentos legais, geralmente em conjunto com a protagonista, Cassandra.
Agora, quando chegamos à protagonista, é como se misturássemos As Visões da Raven com o universo do cabeça de teia e, acredite, isso é um elogio. A forma como Cassandra reage de acordo com o conhecimento que vai adquirindo com suas visões é bem interessante.
Não posso deixar de comentar os acenos que o filme faz para a história do Homem-Aranha. Gostei de como alguns personagens importantes das histórias do herói são introduzidos e de como temos uma variante de “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.
Mas eu preciso dizer: como a Madame Teia recebeu uma latinha de Pepsi e NEM ABRIU? Achei um absurdo. Felizmente, a Pepsi teve seu momento de glória quando o letreiro dela foi destruído e matou o vilão. Sim, quem matou o vilão deste filme foi a Pepsi, como eu não acharia isso incrível?
Enfim, é um filme que parece de baixo orçamento, com personagens sem graça e pouco de alter ego de super-heróis, mas até que é divertido e tem certo charme. Para quem consegue assistir de forma despretensiosa, eu recomendo bastante.














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