5 days ago

Capítulo novo,desculpa mas esse e bem chatinho e eu fiz logo para focar nas outras coisas💔💔💔 (e eu postei no fds mesmo então pode tá meio vergoinha,mas depois apago pq tô cansada agora 👩‍❤️‍💋‍👩👩‍❤️‍💋‍👩)


Capítulo 5: Por favor, esqueça aquela ideia de botar nome nos capítulos como se fosse cenas de um único episódio. Eu estava muito noiada. (O nome do capítulo nem faz mais sentido)

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Sábado.

10:20

Alguns dias depois daquela catástrofe, Zongo havia se tornado o novo alvo da escola. Quando os alunos pensassem no Mongo, viesse quase imediatamente o culpado de quem havia causado todo esse conflito desde o começo, o próprio Zongo. Seu nome não escapava da boca das pessoas. Tudo que escutava e via ao seu redor na escola até soava a devida atenção que queria receber durante toda a sua vida, e conseguiu, mas de uma maneira péssima. Ele não passava de um louco psicopata que machuca os outros por inveja ou ciúmes, ao invés de uma cara super popular que era amado por todos, como tanto desejava.

Mesmo que um leve lado masoquista seu, sentiu-se levemente satisfeito com a atenção de qualquer maneira… erm.

Comentários, olhares desconfortáveis, murmúrios, tudo era relacionado a Zongo e à sua natureza duvidosa que dava um alarme como perigo iminente. E, como se fosse um marginal sendo investigado pelas autoridades, que agora ninguém queria por perto pelas suspeitas, o que não era mentira. Mas o pior, seus amigos estavam o evitando por medo. Inclusive o lindão do seu macho Keko, triste.

E essa atenção toda era escondida dele, pois ninguém conseguia nem ao menos olhar para o garoto.

Foi uma bagunça até que Zongo pudesse puxar assunto novamente com uma de suas amigas mais sábias, que teria algum conselho do que fazer nessa situação, e que ainda estava totalmente abalada com tais capacidades amedrontadoras do pentelho, foi grave a esse ponto.

De novo, e de novo, Zongo tentava falar com a Charlenne, mas continuamente prosseguia a evitá-lo e usar desculpas como “Vá para terapia! E aí, nos converse, caralho!”. A coitada deve ficar no mínimo 20 passos longe de Zongo, até mesmo no trabalho dos dois, quando tem que narrar as notícias do jornal escolar.

Mas Zongo não conhecia mais ninguém que pudesse saber o que fazer, e quem seria a mais apta a ajudá-lo nessa situação além de Charlenne, nem que tivesse que encher inteiramente o seu saco. Até mesmo nos poucos dias que deveriam ser de folga, sem as preocupações da escola e sem as preocupações do trabalho, Zongo estaria lá como um maldito, insuportável parasita que não desgrudava da pele.

Exemplo real. Alguns momentos antes, Charlenne apenas aproveitava o seu pleno sábado, enquanto caminhava por algumas barracas coloridas que deixavam à mostra várias variedades de diferentes vegetais, frutas e legumes frescos. Algumas poucas pessoas que também compravam seus verdes de alguma dessas barracas passavam pela adolescente, mas o lugar ainda permanecia pacífico, com apenas o canto dos pássaros quebrando o silêncio calmo da feira. Um dia normal de compras na feira para Charlenne.

Mas teve que ir embora às pressas da feira, sem sequer poder ter comprado o resto das verduras que estavam em falta, porque, de novo, Zongo tinha a encontrado mais uma vez.

Zongo até tentou falar que tinha sido uma coincidência, uma coincidência tanto quanto suspeita. Mas, independente de ser coincidência ou não, por mais óbvio que tenha sido de fato proposital, Charlenne não iria tolerar a presença de Zongo tão cedo, até que tivesse a certeza de que Zongo estava em um bom estado mental para não querer causar riscos para mais ninguém, especialmente por motivos tão inúteis. Se Zongo atraiu um avião para Mongo por causa de uma briga no basquete, quem dera se ele atraísse um avião para atropelar Charlenne por ser lésbica.

Mas até lá, Charlenne ia continuar a permanecer à distância. Mas Zongo continuava correndo atrás, deixando claras suas intenções, e como o desespero começava a ficar mais destacado em sua cara.

— Qual é, Charlenne, só me escuta! — Zongo finalmente começou a suplicar para ser escutado. Mas não tinha jeito, Charlenne continuava tentando ignorar os pedidos, o que deixava Zongo mais frustrado. — Você não pode continuar ignorando a minha existência para sempre! —

Charlenne não estava mais conseguindo esconder o desconforto em seu rosto. O jeito que Zongo gritava e se humilhava, implorando por atenção, parecia um ex-obsessivo querendo voltar para a namorada. O ex em si não aceita que a mulher se descobriu lésbica. Essa é a última piada lésbica do dia, desculpa.

A garota não podia evitar sentir olhares fantasmas à sua direção, mesmo sem ver nenhuma pessoa por perto, além de saber que Zongo a perseguia. A paranoia de alguém poder estar assistindo à cena faz um constrangimento subir ao seu peito.

— Para de tentar me evitar! Eu te disse, eu não planejei contra Mongo para ele quebrar a perna! Por que não acredita em mim?! —

“Alguma hora ele iria desistir.” Charlenne se reconforta com esse pensamento, tipo, não é possível que alguém fosse tão insistente.

20 MINUTOS DE ZONGO ENCHENDO SACO DEPOIS.

A sobrecarga de estresse começava a borbulhar em seu sangue, Charlenne estava a um dedo de quebrar totalmente o personagem que vestia durante esses dias, para um completo surto. Pode parecer bobo, já que Zongo não fazia nada além de repentinamente tentar forçar uma conversa com Charlenne… na verdade, isso soa bem chato. Mas o que Charlenne sentia, além de uma raiva insistente, era uma decepção dolorosa de, pelo menos, pensar que Zongo teria tomado atitudes tão insensíveis por algo que, pela sua tristeza, o motivou a vida inteira. Os motivos eram os mesmos, era sempre algo que Zongo não tinha, mas os outros têm, especificamente Mongo e Drongo.

O que eu diria é que ela perdeu as esperanças… triste.

Após um bom tempo sem conseguir nem mostrar as caras para Zongo, eventualmente se virou para encará-lo fixamente em um olhar sério.

— ZONGO! Você fez um avião inteiro atropelar metade da quadra, e ainda está me dizendo que não tem a capacidade de causar uma perna fraturada em alguém?! —

Até sentia que, se alimentasse essa discussão, poderia acabar deixando tudo mais caótico e eventualmente chamando alguma atenção de verdade. Mas poxa, que inferno, desde ontem Zongo não larga o seu pé. Geralmente, é difícil ignorar um barulho que gritava em seus ouvidos sem pelo menos ficar minimamente estressado.

Finalmente, Zongo teria arrancado uma resposta de verdade com seus chamados insistentes. — Hah! Agora resolveu falar comigo?! —

— Eu resolvi falar com você para te mandar procurar ajuda logo de uma vez. — Charlenne responde em um tom mais controlado.

— EU NÃO PRECISO DE AJUDA! … Não pela perna quebrada, talvez pelo avião, mas não pela perna quebrada! —

;------;

—É porque não foi a minha culpa que Mongo quebrou a perna! Propositalmente falando. — Zongo, COMO, você não teria “propositalmente” feito Mongo quebrar a perna? — Charlenne o questiona de um jeito mais sério do que o normal. Um arrepio correu pela espinha de Zongo com o tom firme de Charlenne, que às vezes não falhava em deixá-lo totalmente amedrontado. Nem notando que seus ombros se encolheram levemente. — Eh… só me deixa explicar. — Pediu, tentando esconder o tremor na voz.

— Na verdade, Mongo escorregou em uma coxinha. E eu sei que você deve estar pensando que eu propositalmente joguei a coxinha em um lugar que Mongo pudesse escorregar. —

— Sim? —

—E eu de fato joguei a coxinha fora, mas eu não sabia que ela iria cair logo debaixo dos pés de Mongo e que MUITO MENOS aquela perna de palito fosse trupiçar e quebrar a perna por conta da zongaria de uma coxinha ruim! —Ou seja, foi um acidente! —

Charlenne ficou boquiaberta por alguns segundos pela incredulidade, e especialmente pela falsidade da explicação. As informações não conseguiram colar em sua mente de primeira. — Como assim você jogou uma coxinha fora e “coincidentemente” “ACIDENTALMENTE” caiu bem na frente de Mongo, o que o fez escorregar?! — Eu NãO sEi.. — Zongo soluçou, tão desapontado com o universo em si pelo infortúnio tragado no pior momento que podia se ter. — Se eu tivesse realmente feito por querer… eu não estaria nesse pânico todo, estaria?! EU ASSUMIRIA A CULPA SE QUISESSE! —

Mesmo com as pontas soltas em seu argumento, o jeito que Zongo implorava com a angústia em sua feição era tão genuíno que fez Charlenne sentir aquela pitada de empatia. Os seus nervos se acalmaram um pouco, mas Charlenne não desistiu de manter sua pose implacável, ainda investigando com o olhar cada sinal, movimento e qualquer leve deslize sequer que Zongo pudesse soltar de que não estivesse sendo honesto.

—Tá bom, Zongo, você o fez de propósito. Mas ainda machucou Mongo. — Eu sei… e olha, não é algo que eu costumo fazer, especificamente para Mongo e Drongo. Mas eu preciso convencê-los a me perdoarem e tirarem essa má fama de mim, porque não adianta nada ser famoso e ser mais ignorado ainda! — E talvez dar um fim nessa fanfic logo… —

;_____;

— Digo — é porque eu estou muito arrependido de tudo que fiz, claro. —

—Quer saber? Eu concordo, isso está ficando muito longo para uma fic que começou como um drama no basquete. — Justo.

✧. —-------. ✧

Horário: 10:47.

Mesmo com o clima deveras pesado, a sensação estranha de que Charlenne estava conversando com Zongo depois de tudo soava tão grave como se tecnicamente tivesse perdoado um criminoso, dando essa chance para ele de se redimir de algo tão imperdoável. O que não é mentira também. Porém, de qualquer maneira, a atmosfera leve de manhã que tentava passar por cima do desconfortável era inegável. Mas ao mesmo tempo inútil porque Zongo estava por perto e ele é espírito obsessor.

Os continuaram pelo caminho que se encontravam, mantendo os passos vagarosos sem nenhuma pressa, por mais que os instintos de Charlenne chorassem “CORRE DESSE LOUCO, CORRE DESSE ARROMBADO, CORRE, CORRE, CORRE, CORRE, CORRE” para seu modo de fuga. Ela tentou manter o corpo relaxado, para não demonstrar a tensão do conflito de “acreditar ou não” que ocorria no interior de seu subconsciente.

Ainda desconfiada, Charlenne fazia perguntas ocasionalmente, para ver se havia alguma explicação para alguns desses furos na história de Zongo.

—Ok, Zongo. Se foi realmente um acidente, por que você não esclarece isso para o Mongo? —

— Eu tentei, algumas vezes na verdade, mas ele nunca acredita em mim quando eu digo que taquei a coxinha sem querer! —

— Hmm… — Charlenne tentou botar sua cabeça para trabalhar, mas tudo que é criado é a opção mais óbvia que poderia ter resolvido as coisas há muito tempo atrás. — Já pensou em apenas pedir desculpas? —

— Sim,é, não sei como. —

—Ah, Zongo, é fácil. E apenas falar “me desculpe”, é pronto! — A opção sugerida que em apenas poucas palavras todo o conflito poderia ser resolvido, até soou lógica em partes, ehh talvez não se levarmos em conta que Zongo estaria pedindo desculpas por uma perna fraturada, se retirasse o fato também que quem teria que receber o pedido de desculpas seria o Mongo.

Mongo não é difícil de se irritar, é muito menos fácil de se ganhar o perdão em alguns casos específicos, logo nesse caso que foi tão gravemente machucado por ALGUÉM. Ele é um adolescente complicado de se agradar, pelo menos se não tiver os requisitos do dinheiro, mas comprar seu perdão em grande quantia não soava prático para pobre lascado como Zongo. E a esse ponto, parece que a única salvação de restaurar paz na “amizade” desses dois no momento seria pagar Mongo em boas notas de duzentos reais em troca do fim dessa guerra. — Charlenne, nós estamos falando do MONGO aqui! Você realmente acha que vai ser fácil assim pedir desculpa para um cara daquele?! —

Se Zongo apenas fosse até Mongo e apenas falasse “me desculpe, bebê, eu te amo”, iria levar um chutão e um cuspão pela audácia de sequer estar tentando puxar algum assunto para o Mongo após tudo que fez para o garoto até o momento, além do desgosto de um pentelho estar declarando seu amor. Não precisava pensar demais para saber que as coisas seriam mais complexas se dependesse do Mongo. — Pior que é mesmo. — Charlenne tentou se colocar exatamente dentro da cabeça do orgulhoso. —Mas, julgando pelo Mongo, ele apenas ia querer algo um pouco mais especial… —

Zongo inclinou a cabeça levemente em curiosidade. Se não fosse o suficiente, as várias ideias mais problemáticas de tanto ler fanfic no Ao3 invadiam a sua cabeça, contra sua vontade, quando escutou “algo mais especial”. — Especial como? — “Ah pronto, tem que dar agora. Nojooo.” Pensou.

— Tipo… talvez escrevendo uma carta? —

—Ai, querida, e o Mongo, não Justin Bebê, ele não é tão especial assim para eu gastar meus esforços escrevendo uma carta. — Aparentemente, a sugestão de Charlenne não soou tão pior ou melhor do que suas múltiplas ideias super convencionais que surgiram como erro de um cérebro já estragado há muito tempo, com yaoi. Parando para pensar...

—Zongo, é apenas uma carta, e uma chance de você se resolver com Mongo. Aliás, você que começou com tudo isso, o que custa? —

— Tá bom… — Zongo botou a mão dentro de seu bolso e magicamente puxou um lápis e um papel terrivelmente amassado.

A ação repentina fez Charlenne arquear uma sobrancelha em confusão. — Há quanto tempo você tinha isso? —

— Não importa, só me ajude no bilhete. —

— Ok…? — Charlenne esgueirou-se para mais perto, dando espaço para que sua visão pudesse alcançar o conteúdo que ainda estaria estampado no papel, mas por enquanto, era apenas um vasto branco. A ponta que permanecia pressionada contra a folha, apenas esperando uma demanda de poder deslizar livremente por todo o papel.

Agora, as ideias úteis mesmo, que seriam nas palavras pensadas estrategicamente para garantir que atingissem fundo o ego de Mongo para finalmente ceder e o desculpar de vez, pareciam ser desvanecidas toda vez que Zongo se atrevia a escrever algo, apenas para desistir no meio do trajeto. Enquanto Charlenne continuava a o observar com paciência.

—Hmm…—

—Precisa de ajuda?—

— Estou sem ideias do que escrever. —

— Calma, a gente deve pensar como o Mongo para saber exatamente o que ele iria querer ler em uma carta como essa. —

E como dito, Zongo esforçou-se para se fundir com a mesma exata maneira de pensar como a de Mongo, como se os dois fossem um só. O que o deixaria feliz? O que o deixaria aliviado? O que deixaria Mongo em seu modo mais etéreo de harmonia, onde as despesas e problemas do mundo real não conseguem mais alcançar o seu espírito. Até que..*ding* uma ideia. O que fez Zongo começar a rabiscar rápido quase instantaneamente. —Isso, perfeito!—

— Parece que conseguiu pensar em alguma coisa. —

Agora o bilhete estava bem desenhado com rabiscos de nota de duzentos reais. Zongo permaneceu contemplando a imagem que inventou, os seus olhos brilhando como se estivesse contemplando a cura do câncer, a ideia mais genial que alguém pode ter. Mas, por outro lado, aquela parecia a ideia mais idiota que alguém pode ter pelo ponto de vista de Charlenne. — Zongo. —

— O que? É exatamente isso que Mongo gosta, certo?—

A mais velha, em impulso, abateu o próprio rosto com um tapa leve, bufando em descontentamento da ideia ridícula de Zongo. — Isso nem é dinheiro real! E apenas desenho! —

—Ah, mas acho que vai servir para emular a mesma sensação de ganhar dinheiro real. O Mongo vai amar isso! E logo, logo… —

— Quando desviaram a atenção de mim, eu poderei voltar a ᴀɢɪʀ... — Sua feição ficou assustadoramente mais sombria, a voz rouca e grave como se algo a mais o dominasse, algum demônio provavelmente, ou é só um talento de Zongo. E especialmente, a maldade destacada em contraste com a invulnerabilidade atrás.

—Ai, Charlenne, é brincadeira! Para de me olhar assim. E o meu jeitinho de cooperar com o estresse. — Palavras não são o suficiente para descrever o olhar de Charlenne. De qualquer maneira, Charlenne mantém um ar indiferente, tentando realmente acreditar nas palavras de Zongo. Mas não podia ignorar a paranoia absoluta que se preenchia mais dentro de si.

— Que bom que eu te conheço bem, se não, ia levar borrifada caso tivesse realmente tramando alguma outra coisa pro Mongo. —

—NÃO! N-não precisa... acho melhor continuarmos focando na carta. — Os flashbacks pesadíssimos.

Zongo virou a folha para a parte de trás, onde permanecia limpa, ao contrário da contrapartida que já estava poluída com deliciosas, cheirosas e maravilhosas notas de duzentos reais. Talvez Mongo só ficasse irritado pelo dinheiro que está no papel não valer um centavo de verdade, achando que seria alguma zombação.

Não importa o quanto tentava, o raciocínio simplesmente não cativava as informações certas de se escrever em um bilhete.

A próxima arte visual que teria em suas mãos seria um furo causado pela ponta do lápis, pelo tempo que Zongo simplesmente a pressionava contra o apoio da folha.

Charlenne já começava a bocejar ocasionalmente, quase fechando as pálpebras e se entregando ao sono de pé mesmo, enquanto as pernas trabalhavam sozinhas. Aquilo estava chato para caralho. Mas nem isso podia, pois os “HMMMMMMMMMM” de Zongo a mantêm presa na realidade.

— Eu acho que seria melhor se nós sentássemos em algum lugar. — Charlenne sugere.

—Hmmmmmm… boa ideia. — Zongo, ainda fixado no 📃 que segurava, ,dobrou os joelhos e se sento, no exato mesmo lugar que está. O ranzinza estaria descansando em cima das próprias canelas, ali mesmo, usando a si mesmo como apoio para o seu peso. Mesmo que possa ter algum lugar mais confortável para se sentar por perto, que não seja no meio da estrada.

Charlenne queria discutir, mas ao mesmo tempo não. Então logo fechou a boca que iria usar para broncas, e apenas se sentou ao lado de Zongo sem retrucar.

E mesmo assim, seus dedos entrelaçados com o ✏️ não conseguiam mover um músculo. Zongo.pensou, e pensou, e não deu em nada. Charlenne já estava esperando por tempo demais. — Zongo Apenas comece com “Querido Mongo”. O importante é dar início, o resto se desenrola. — Charlenne explicou com calma, tentando manter os baixos níveis de tolerância ainda intactos em relação ao Zongo.

— Por que eu iria chamar o Mongo de “querido”? —

ȻħȺɍłɇnnɇ ɍɇsᵽɨɍøᵾ fᵾnđø.

— Porque começar uma carta com “Querido” no começo é muito normal, e é sinônimo de respeito, e qualquer um que estivesse escrevendo também colocaria a mesma coisa.

— Tá, tanto faz. —

Finalmente, Zongo conseguiu de fato a escrita, mas por outro lado, o resto do que podia ser preenchido permanecia um completo branco. —E agora?—

—Uh, só se justifica, Zongo. E depois escreve um pedido de desculpas. —

Logo após isso, Zongo quase imediatamente grita um “terminei!” Foi rápido o suficiente para pegar Charlene desprevenida com a velocidade recorde. Logo com a demora que chegaram até aqui. — Mas já? — Que implicitamente indicava que pela pressa a carta vai estar… não como Mongo iria querer ver em uma carta. — Deixa eu ver. — Charlene tomou o papel de suas mãos, e não pela sua surpresa.

“Querido Mongo eu não tinha tacado a

coxinha de propósito para te fazer escorregar

Me desculpe

Ass: Zongo."

—Mas… isso tá curto demais. —

—Idai? Eu só preciso do básico do básico.

—Credo, Zongo! Não acredito que está me fazendo ter que escrever para você! —

—Dá aqui esse lápis.— Charlenne começou a escrever por cima mesmo, acrescentando as palavras certas, por nem ter borracha para apagar essa monstruosidade que Zongo criou Colocou uma vírgula logo após o “desculpe”, porque não tinha dado esforços de nem colocar um ponto final na frase. E começou a escrever cautelosamente enquanto pensava nos verbos para colocar.

E quando terminou, bem, estava melhor do que inicialmente começou. Charlenne entregou o papel de volta para Zongo — Pronto. Agora é só entregar para o Mongo ou, se quiser, falar em voz alta para ele. — Ah, não, querida, eu não vou me humilhar dessa maneira. Entregar já basta. —

— Aff. — Charlene revirou os olhos com o egocentrismo do amigo. A mais velha conseguiu desdobrar as pernas para se manter em pé e, com um braço estendido, permitiu que Zongobse levantasse com o suporte. Se quisessem fazer isso rápido, ir direto até a casa de Mongo parecia mais plausível, e terminar, TALVEZ, com a fic logo de ᴜᴍᴀ ᴠᴇᴢ. E por tudo que é mais sagrado, após longos capítulos de não sei na verdade, não sei do que essa fanfic se trata, um fim seria votado nesta história desnecessária e inútil.

✧. —-------. ✧

NÃO AGUENTO MAISSSSS

11:20.

Após um bom tempo, já que o processo de chegar até a casa de Mongo demorou mais, porque por alguma razão pombos começaram a querer comer a carta de Zongo, e tiveram que pegar uma rota alternativa. Mas, por sorte, não foram muito longe do caminho certo, pois os dois já estavam de frente à residência.Charlenne não tinha nada a ver com essa história, isso tinha que ser resolvido por Mongo e Zongo. Então, apenas estaria assistindo tudo ao longe, garantindo que as coisas tivessem sob controle.—Ok, Zongo. Lembrando, é só entregar o papel. Pode ser pessoalmente para o Mongo, ou apenas deixando embaixo da porta mesmo. Mas, por favor, não arruine essa oportunidade de fazer as pazes com o Mongo! — Charlenne diz por trás de uma árvore, alto o suficiente para ser escutada.

— Tá… — Zongo ainda sentia um receio, por mais que soubesse que pedir desculpas é o certo, realmente ele apenas estava fazendo tudo aquilo porque não queria levar má fama por algo que não foi proposital, se pelo menos fosse, levaria o BO de boas. E é porque não, Zongo não perdoou Mongo totalmente depois daquela briga, e ver que apenas ele teria que mostrar os arrependimentos de seus erros era injusto e de ranger os dentes. Dá para dizer que houve uma melhora, pois Zongo ao menos está vendo a si e o Mongo como errados na situação, ao invés de apenas a vítima.

Sem outra escolha, bateu três vezes contra a porta da casa, aguardando sem nenhum ânimo demonstrado em sua expressão. Esperando uma reação totalmente reativa de Mongo, enquanto imaginava a resposta certa para dar antecipadamente Mas não tão surpreendente assim, quem estava por trás da porta era a segunda pessoa mais detestável no mundo de Zongo, Drongo. Óbvio, ele iria querer cuidar do amigo prejudicado, quem dera.

—Ah,oi, Zongo. O que você está fazendo aqui? — Drongo o questiona. Muito contrário de Zongo, que nem precisaria perguntar o que fazia em casa.

—Oi, eh… eu só vim entregar algo para Mongo. Ele está em casa? —

—Sim, claro! Eu estava só ficando de olho nele para ver se o guri não quebra a única perna que lhe restou. — Diz soltando algumas risadas durante as pausas nas frases, achando graça na própria piada (se dá para chamar isso de piada). O que fez Zongo querer revirar os olhos? — Tá, não perguntei. Dá esse bilhete pro Mongo. —

— Ohh, e o que é? —

—Não te int..— Zongo se reprimiu um pouco antes que desse tempo de silabar o que fosse dizer. —É um pedido de desculpas.—

—Por ter quebrado a perna do Mongo?—

—EU NÃO-..— Ƶønǥø ɍɇsᵽɨɍøᵾ fᵾnđø—Aquilo foi sem querer, eu estou pedindo desculpa pelos últimos dias. Só entrega para o Mongo logo e o faça desmentir os boatos de que eu taquei praga nele. Sabe, por causa da perna. —

—Ahh, entendi.—

—Agora, eu tenho que ir fazer meus feitiços de tacar praga.—

—Ok, então! Tchau, Zon... — Mas antes que Drongo terminasse de o saudar, Zongo pegou na maçaneta, puxando a porta a fechar na própria face sem que Drongo pudesse fazer isso primeiro.. Em seguida, Zongo caminhou até a árvore que Charlenne, agora, com os ombros mais relaxados e uma feição leve, até mesmo com suas costas mais alinhadas e retas, de fato um enorme peso que carregava havia simplesmente evaporado, achando mesmo que as coisas tinham se resolvido e que tudo voltaria ao normal. — Então, eu fui bem? —

— Podia ter sido pior… —

**

Mas, enquanto isso, dentro da casa de Mongo. O estrondo abrupto da batida, sem nem ter feito algum esforço para tentar fechar a porta, o deixou minimamente confuso, mas o seu olhar, que estava na madeira à sua frente, logo se fixou ao “pedido de desculpas” que segurava. Mongo se encontrava mole no sofá, com a cabeça descansando na almofada, apoiado contra o braço do sofá. Suas duas muletas caíram no chão. Ele mesmo que pediu para o Drongo atender quem estivesse lá fora, mas por preguiça mesmo, nem que estivesse saudável como uma cenoura, teria a coragem de se dar ao trabalho de chegar até metade do caminho da porta principal. O brilho da televisão tinha-o distraído dos sons abafados da conversa de Drongo e Zongo, nem se esforçou para tentar entender o que se tratava o assunto. A curiosidade apenas se despertou quando Drongo se aproximou com o bilhete em suas mãos. — O que é isso, Drongo? —Questionou.

— Era para ser um pedido de desculpas do Zongo. — Drongo disse, enquanto seus olhos cativam a cada letra da escrita. Mongo bufou apenas com o nome da criatura maligna. —Jacatorta! Zongo? O que ELE está querendo aqui de novo?! —

—Calma, Mongo, ele parece realmente arrependido! Eu acho. —

— Acha? — Mongo disse, levantando do seu quadril para cima, ainda colado ao sofá. O que fez com que Drongo se sentasse no espaço que Mongo lhe proporcionou, mesmo que não intencionalmente. — Sei lá, olha isso. —

"Querido Mongo,

eu não tinha tacado a

coxinha de propósito para fazer você escorregar.

Me desculpe.

ℰ𝓊 𝓅𝑒𝒸̧𝑜 𝓈𝒾𝓃𝒸𝑒𝓇𝑜 𝓅𝑒𝓇𝒹𝒶̃𝑜 𝓅𝑒𝓁𝒶𝓈 𝓂𝒾𝓃𝒹𝒾𝒶𝓈, 𝑒 𝒶𝓉𝒾𝓉𝓊𝒹𝑒𝓈 𝒹𝑜𝓈 𝓊𝓁𝓉𝒾𝓂𝑜𝓈 𝒹𝒾𝒶𝓈𝓋𝒾𝒹𝑒𝓃𝓉𝒶𝓁𝓂𝑒𝓃𝓉𝑒 𝓉𝓇𝓃𝒽𝒶 𝒸𝒶𝓊𝓈𝒶𝒹𝑜 𝒹𝒶𝓃𝑜𝓈 𝓇𝑒𝒶𝒾𝓈 𝒶 𝓋𝑜𝒸𝑒̂ 𝒹𝑒𝓈𝓉𝒶 𝓋𝑒𝓏. ℰ𝓈𝓅𝑒𝓇𝑜 𝓆𝓊𝑒 𝓅𝑜𝓈𝓈𝒶 𝓂𝑒 𝓅𝑒𝓇𝒹𝑜𝒶𝓇 𝑒 𝒹𝑒𝒾𝓍𝒶𝓇 𝒹𝑒 𝓁𝒶𝒹𝑜 𝒶𝒶𝓂𝒾𝓏𝒶𝒹𝑒, 𝓂𝑒𝒶𝓈 𝓂𝒶𝑔𝑜𝒶𝓈 𝑒 𝓅𝓇𝒾𝑜𝓇𝒾𝓏𝒶𝓇 𝒶 𝓃𝑜𝓈𝓈𝒶 𝒶𝓂𝒾𝓏𝒶𝒹𝑒,𝓂𝑒 𝓅𝑒𝓇𝒹𝑜𝑒 𝓅𝑜𝓇 𝓉𝓊𝒹𝑜.

Ass.: Zongo”

Os dois amigos encaram a nota, em completo desdém, tentando decifrar o código à sua frente. — O que era para ser isso?! — — Acho que Zongo ficou com tanta vergonha que escreveu em código morse! — Sério, a letra não era nem minimamente similar à do Zongo, nem precisava saber como ele escrevia para entender isso. A abrupta mudança no estilo da escrita deixava lógico para Mongo que Zongo nem ao menos quis tentar escrever o bilhete para o boy. Mongo apenas pensou que Zongo tinha feito aquilo por obrigação, o que é mais ou menos correto. Mas sem ao menos tentar se colocar aos pés do pentelho, Mongo pegou a carta e a moldou até ser apenas uma mera bola de papel. E arremessou para longe, sem hesitar.

—Jacatorta! É isso que ele chama um pedido de desculpas?! — Ele nem ao menos tentou escrever por si mesmo esse “PeDiDo De DeScUlpA”. — Mongo disse em tom de zombaria. Mas Drongo parecia bem apreciativo pelos.Esforços, pouquíssimos esforços. — Ele tentou achar a pessoa certa para escrever pelo menos. Quem for, com certeza tem a letra de um poeta!—

—Sim, sim, aquilo lá está tão "lindo" que está ilegível! — Ao contrário da letra do Zongo, que é ilegível de tão feia que é. —

—Calma, Monguinho, não se estresse que faz mal para a perna. — Drongo disse enquanto envolvia seu braço, forçando o corpo de Mongo a se encostar novamente.— Só deita aí e relaxa. — Mongo abriu a boca para protestar ao se ver deitado novamente, mas por cima das pernas do Drongo…? Mas a fechou novamente quando Drongo o interrompeu — Tudo vai voltar ao normal logo, logo, cê sabe como Zongo é. — Memória de peixe, vai até esquecer que estava com raiva de você para começo de conversa!—

— Um pouco tarde demais para isso, não? — Mongo murmura, nem tentando disfarçar a sua clara desconfiança. Mas, se Mongo deixou a entender que ainda não havia perdoado Zongo. Como o pentelho iria saber se devia estar de consciência limpa ou não? Perguntando para o Drongo? Ele é tongo, não é de se surpreender se por alguma razão Drongo dissesse que Mongo tinha o perdoado mesmo que tenha falado ameaças de morte contra o pentelho 10 vezes ao dia para o amigo. E Mongo ficaria em casa de repouso por vários meses, e nem pense que mandar mensagem questionando é uma opção, Zongo estava bloqueado. Mas talvez a opção mais genial seja perguntar para algum outro amigo de Mongo que Zongo ainda tenha contato, esperando que eles saibam da resposta.

✧. —-------. ✧

13:30

*Na casa de Zongo.*

O pentelho estava em seu quarto, que permanecia no mesmo estado catastrófico de alguns dias atrás. Escuro, e muito bagunçado, e até mesmo parecendo um sótão abandonado. Mas Zongo se acomodava em sua cama, com o seu smartphone em mãos. Claramente, iria no mínimo tentar perguntar a algum colega sobre Mongo, era a melhor maneira de saber se tinha sido perdoado pelo Mongo ou não. Mas, na verdade, seus olhos miravam a tela que mostrava a conversa do grupo da sala e ainda espanava mensagens sobre o assunto de Zongo, ainda preocupados com sua mortalidade. Se tudo estivesse bem, as mensagens teriam parado na hora, de acordo com Zongo. Charlenne até tentava dizer no grupo que Zongo havia tentado pedir desculpas, mas os outros inventam que Zongo, a esse ponto, só conseguiria o perdão de Mongo dando a xirica ou o pagando, e nenhuma dessas duas eram opções para Zongo. Que apenas suspirava incomodado com cada piada que prolongava sobre ele ter quebrado a perna do Mongo. — Eu iria amar tanto isso, se pelo menos eles falassem de mim NA MINHA FRENTE, NÃO NAS MINHAS COSTAS! — FALSOS! — —————————————————————————

;-;. Sei lá, achei esse capítulo meio chatinho. Mas vocês me digam aí se querem mais ou não. Aliás, me perdoem muito pelos erros de caligrafia que tenho tido nos últimos capítulos😭 tinha desaprendido português, mas espero ter me redimido corrigindo e procurando os erros antes de postar (e se ainda tiveralgum, provavelmente vai ser apenas nos diálogo). Desculpe as pessoas que notaram e as pessoas que não notaram.

Mas sério,o capítulo só foi isso. E eu não sei se faço as outras partes (que, spoilers: e o Zongo tentando mais maneiras de se desculpar com Mongo porque ele com certeza se importa muito com ele) como capítulos separados, ou eu edito e junto tudo nesse capítulo;_;. Pfv, só me dêem opiniões honestas pq esse capítulo foi uma bomba de fazer.



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Mongo em The secret of the mimic;_;.

(Não eu não vou cansar de dizer que Mongo ta SIM traumatizado de fnaf. E sim eu fiz na preguiça mesmo)

Eu tenho que parar de colocar 181829 efeitos a cada clip das edit🥺

(Postando isso enquanto termino a minha fic;_;(não tá nem na metade ainda))

Como me sinto chorando pelo personagem mais patético e idiota existente (o Mongo;-;)

O estado mental de Mongo após ver seu melhor amigo de toda vida quase morrer em sua frente sem poder fazer nada a respeito Vs O estado mental de Drongo após quando morrer na frente de seu melhor amigo de toda a vida e fazer ele se sentir um puto inutil;-;

(VÍDEOS APAGADOS; PERDIDO)

Consegui achar a thumbnail do compilado de Mongo e Drongo em FNAF de bebês a jovens, junto com o título original, a descrição, a data de publicação e outras informações do vídeo.

EU JURO,EU TENHO CERTEZA QUE MONGO TA TRAUMATIZADO E O ABLUBA VAI USAR ISSO COMO DESCULPA DE NUNCA MAIS FAZER SAGA DE FNAF. PORQUE O MONGO TA 🆃🆁🅰🆄🅼🅰🆃🅸🆉🅰🅳🅾 DEMAIS PARA FAZEREM QUALQUER OUTRA COISA RELACIONADA A FNAF (ᴜsᴇɪ ᴜᴍ ᴇsᴛɪʟᴏ ᴍᴀɪs ᴅᴀʀᴋ ᴘʀᴀ ᴄᴏᴍʙɪɴᴀʀ)

Desenho e tchau,vo sumir denovo

Vocês gostaram tanto do outro que fiz de mongo e drongo, agora eu fiz da Gege também!!

Welcome to the world of Frutiger Aero 🌍🐠🌊🍃 Part 2

Gente eu juro que to fazendo conteudo que presta. Eu so fiz esse pq conteudo de Tidi tava em falta,e para avisar que EU VOU POSTA SIM COISA DAS AU. EU SEI QUE TA DEMORANDO MAS EU TO FAZENDOOO😭