A história é bem parecida com a que conhecemos, mas tem uma pegada muito mais sombria, com uma dose relativamente alta de gore e até um pouco de nudez. Ainda assim, há elementos que você vai reconhecer se já viu outras versões.
Gostei de como fizeram a Rainha Má parecer extremamente preocupada com a própria beleza. Ela não quer apenas eliminar alguém mais bela do que ela; quer manter sua juventude, que vai se perdendo com a idade. Com isso, temos uma personagem que faz diversos experimentos, se cobre de sanguessugas e até se mutila para manter seu padrão de beleza. Essa visão, em que a personagem está ativamente obcecada em ser bela (e não apenas “a mais bela”), faz muito mais sentido e entrega cenas perturbadoras.
A Branca de Neve tem seu “núcleo” um pouco expandido. Não só vemos sua relação com os anões (que aqui são pessoas reais) e com o príncipe, mas também amigas da personagem, sua ligação com o povo do reino e uma sensação de que ela é mais ativa na história.
Gunnar, o caçador, é um personagem ok, mas não dá para ignorar o quanto parece que quiseram criar um Geralt de Rivia. O visual dele está a cara do Bruxo, talvez até mais do que o Liam Hemsworth (mais conhecido como irmão do Thor ou ex da Hannah Montana).
Um detalhe muito legal foi a inclusão dos irmãos Grimm na trama. É como se fosse uma forma de dizer: “não estamos nos baseando no filme da Disney, mas sim na história original”. Gosto quando tentam passar a ideia de que aquela é a versão que inspirou os autores a escreverem o conto clássico.
Enfim, é um filme divertido que talvez eu nunca tivesse visto se não fosse por engano, mas que acabou me agradando mais do que o que eu queria assistir originalmente.












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